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Ambientalistas
saem às ruas para protestar contra o uso de animais em
pesquisas
Muitas demonstrações de afeto
e certeza de como devem ser tratados os animais.
"Com amor carinho, tem que dar comida e água",
diz a menina Gabriela.
Junto com Gabriela vozes mais fortes. Foram gritos
de protesto contra o uso de animais nos laboratórios
de pesquisa.
A lei federal que regulamenta o uso de animais
em ensino e pesquisa é de 1979. Para as entidades de
proteção assim como a ciência avançou
as leis de defesa dos animais também precisam avançar.
"A ciência tem que ter a devida responsabilidade
e ética para considerar onde está o limite da
necessidade de usar animais", diz Marco Ciampi, da Associação
Comunitária de Proteção e Bem-Estar Animal.
"Se a gente acabasse com as pesquisas com
animais no Brasil, no dia seguinte o Brasil se tornaria importador
de vacinas, soros, vários medicamentos, insulina por
exemplo", afirma Maurício Rocha e Silva, chefe de
pesquisas do Incor.
Também seria impossível treinar
cirurgiões e descobrir a cura de doenças como
câncer e Aids. É o que pensa o responsável
pelas pesquisas do Instituto do Coração. Ele ajudou
a elaborar um dos projetos de lei que estão no Congresso
e acha que é possível a paz entra cientistas e
protetores dos animais.
Não repetir experiências e fiscalizar
o tratamento das cobaias. É o que também defendem
os veterinários da Universidade de São Paulo.
"A maior importância que existe no
momento é fazer com que os pesquisadores usem em menor
número e esse número usado dentro da pesquisa
seja tratado com dignidade", ressalta Júlia Maria
Matéra, da Comissão Bioética da USP.
Segundo os cientistas, 95% dos animais usados
em pesquisas são ratos, camundongos e hamsters.